06/07/2021
Imóveis pós pandemia: como serão?

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Como serão os imóveis pós pandemia? Sobretudo, os novos empreendimentos estão aderindo a um tipo de vida que não existia dez anos atrás. Tanto na parte tecnológica, quanto em mudanças sociais, os imóveis devem buscar se antecipar a esses movimentos, que ocorrem de tempos e tempos, para buscar atender uma tendência.

Características imobiliárias pré-pandemia de Covid-19

A antiga receita do prédio com quadra e salão de festas tornou-se insuficiente. Assim como as áreas comuns para academia, salão de jogos e piscina não atendem mais a uma parcela das pessoas que querem evitar deslocamentos diários.

Agora, a solução acrescenta aos espaços de lazer uma área de trabalho ou estudo. Conforme a necessidade de trabalhar em casa, sem necessariamente ocupar um espaço dentro do imóvel. Bem como, a tendência de ser compacto em bairros nobres, por conta do custo do m². Esses empreendimentos, são chamados de “dois-em-um”, reúnem a utilização comercial e residencial. Essa era uma tendência forte, motivada pelo coworking.

Desse modo, ao agregar moradia com uma área dedicada ao trabalho, é possível evitar congestionamentos e “economizar” várias horas por semana e poupar dinheiro ao não precisar alugar ou comprar uma sala comercial. Essas mudanças estavam ocorrendo em grandes e médias cidades do Brasil, então veio a pandemia e parece que as coisas podem mudar.

Com o advento da pandemia, o que muda?

A revisão dos tamanhos dos apartamentos residenciais pode demorar um pouco mais e vai depender do processo de recuperação da economia. Em capitais como São Paulo, onde imóveis com média de 35 m² estão por toda a cidade, é fato que faltou espaço para o Home Office de muita gente. No entanto, a mudança na metragem depende da diminuição de custo dos imóveis e aumento da renda de quem compra ou aluga.

Agora, a pandemia de Covid-19 acelera modificações na casa para transformá-la em um espaço híbrido, que mescla não só moradia, mas também estudo e trabalho. Já se observa, há alguns anos, empreendimentos de alto padrão que têm, nas áreas comuns, espaços de coworking. Mas agora, isso deve vir para dentro do espaço privado. Os ambientes deverão ter muitas tomadas e ar-condicionado central, conexão por WiFi sem fios e Internet muito rápida e estável, além de ser pré-instalada, como hoje acontece com eletricidade e água.

Revertendo ou não essa diminuição do tamanho dos imóveis, os condomínios investirão cada vez mais em espaços compartilhados, criando ambientes em que a pessoa possa viver e trabalhar/estudar. Segundo especialistas da área, tudo mudará e viveremos de forma mais integrada e buscando mais qualidade, significado, percebendo mais o valor das coisas. O foco será olhar para as cidades que estão desenvolvendo bairros planejados, entregando produtos completos, lojas, hotelaria, residencial, escritórios, diversos segmentos em um só lugar. Todas essas tendências devem ser monitoradas com o processo do novo ciclo do mercado imobiliário.

Novo ciclo dos imóveis pós pandemia

Por isto, o setor imobiliário deverá se questionar acerca dos fatores que pesam mais nas decisões de todos os possíveis consumidores, principalmente do público mais jovem. Duas das considerações mais relevantes atualmente, sustentabilidade e conveniência, convergem numa só.

A necessidade de que a indústria dê passos progressivos na direção de produtos e práticas sustentáveis e interligadas, já não é só um “que legal que tem isto”; é, na verdade, um “deve ter isto” para responder à necessidade urgente de combater as alterações climáticas e responder às prioridades desse público. Como consequência da crise financeira global que deverá acontecer, o poder de compra da população tende a diminuir. Este fato impulsionará ainda mais a tendência no mercado de construção chamada “construir para alugar”.

Home Office

Outro fato relevante possível de ser observado na pandemia é o Home Office. Inúmeras empresas adotaram Home Office até 2021 e/ou acreditam que a partir de agora terão escritórios menores, mantendo uma parcela de seu pessoal em Home Office permanentemente ou ao menos parcialmente.

A perspectiva de uma nova rotina para o trabalho com a ampliação do Home Office mesmo após a flexibilização das quarentenas, já chamou a atenção do setor imobiliário: pode levar a uma revisão no modelo de apartamentos residenciais e na estratégia de investimentos em prédios comerciais.

Tendências para os imóveis pós pandemia

Quando se fala em Arquitetura, algumas tendências deverão ser verificadas a partir de agora, como:

Estilo escandinavo

As semanas em casa trouxeram aos brasileiros uma experiência já conhecida pelos escandinavos, durante os longos invernos por lá. Para compensar o menor tempo na rua, eles desenvolveram um maior cuidado com a decoração dos lares, mas também em outras esferas da vida. Conforto e aconchego são pilares dessa tendência de consumo. Na Dinamarca, esse conceito tem até um nome próprio: hygge, a sensação de sentir-se acolhido e com bem-estar. Esta é uma oportunidade para olharmos sob outra perspectiva para nossos lares, não só como um local para dormir, como também nosso templo pessoal, no qual precisamos pensar e investir nos detalhes que nos fazem bem;

Higienização

As questões sanitárias estão sendo meticulosamente revisadas nas residências. Algumas pessoas já tratavam os espaços externo e interno como ambientes distintos, retirando os sapatos antes de entrar em casa, lavando as mãos logo ao chegar da rua, entre outros hábitos;

Projetar a partir das atividades

Deixar de lado a ideia de que devemos desenhar cômodos da casa, como quartos, sala ou cozinha, e passar a desenhar as atividades da casa, como trabalhar, comer, dormir e se divertir. Pensar a casa a partir das atividades, mais do que nunca, será revisto pelos arquitetos;

Delivery

Visando o menor contato, será criada uma logística de entrega externa.

Plantas

As pessoas passarão a optar por ter pequenas hortas em suas casas e apartamentos a fim de cuidar cada vez mais da sua alimentação diária. O que antes era uma opção, agora, torna-se necessidade;

Repensando os espaços

A casa como seu refúgio de lazer. Logo, serão ainda mais valorizados os imóveis com varanda e boa entrada luz natural.

Mas então, como serão os imóveis pós pandemia?

O impacto direto na maneira e intensidade com que as pessoas interagem com os recursos tecnológicos, tem causado uma série de reflexões no mercado, principalmente sobre o que essa situação ensina para o futuro.

Como se pode ver, nossas casas devem passar por profundas transformações, de diferentes naturezas, até digitais, e não é preciso esperar sair um novo super empreendimento para usufruir disso tudo. Muitas mudanças já podem ser feitas agora mesmo, com equipamentos e mobiliários disponíveis no mercado.

Mas nem só de casas será feito o mundo pós Covid-19. Continuarão existindo restaurantes, bares, cafés, museus, livrarias e outros espaços de convivência pública. Tudo isso, entretanto, até que tenhamos a vacina para a Covid-19, deverá ser reconfigurado para o cenário atual.

Sobre a Lidderar

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